Seu pacote de benefícios acompanha a vida de quem trabalha?
Uma empresa pode oferecer uma longa lista de benefícios e, ainda assim, deixar necessidades importantes dos colaboradores de fora. A Pesquisa de Benefícios 2026 da Robert Half ajuda a entender esse descompasso: 77% dos respondentes consideram interessante alterar alguns benefícios diante das mudanças no mercado de trabalho.
O dado convida o RH a fazer uma pergunta: quando foi a última vez que o pacote foi revisto a partir da vida real das pessoas?
Realizado em março de 2026, o estudo ouviu 908 participantes, entre lideranças, profissionais empregados e desempregados. Seus resultados apontam caminhos para tornar os benefícios corporativos mais relevantes, da personalização à comunicação e ao apoio à família.
Oferecer não é suficiente para gerar valor
Na comparação apresentada pela pesquisa, estacionamento gratuito e celular corporativo aparecem com alta presença, mas baixa importância atribuída pelos profissionais. Já a previdência privada é valorizada por 48%, enquanto sua oferta chega a 35%. Essa diferença mostra por que reproduzir o pacote de outras empresas pode ser insuficiente. Um benefício útil para determinado público pode fazer pouco sentido para outro. Idade, renda, rotina e composição familiar mudam as prioridades.
Para o RH, ouvir os colaboradores e acompanhar o uso dos benefícios ajuda a identificar essas diferenças. Também permite avaliar se a baixa adesão vem da falta de interesse ou de obstáculos como burocracia, regras restritivas e dificuldade de acesso.
A família também participa da decisão
Outro resultado merece atenção: 86% consideram os benefícios familiares ao aceitar uma proposta de emprego. O estudo cita exemplos como plano de saúde familiar, auxílio-creche e apoio educacional.
É um lembrete de que o colaborador avalia uma oportunidade levando consigo compromissos e necessidades que continuam depois do expediente. Um pacote pode ganhar relevância quando considera esse contexto e oferece possibilidades adequadas a diferentes momentos de vida.
Onde entra o cuidado estético?
A discussão abre espaço para o RH olhar também para o cuidado estético. Cortes de cabelo, cuidados com a pele e outros serviços podem fazer parte das escolhas pessoais e das despesas recorrentes dos colaboradores. Facilitar o acesso a esses cuidados é uma maneira de ampliar a oferta de benefícios e reconhecer necessidades que nem sempre entram no pacote tradicional. Esse é o espaço do Blza: acesso a uma rede de estabelecimentos, procedimentos gratuitos e condições negociadas, conforme as regras do plano.
O benefício precisa chegar à rotina
A pesquisa também destaca a importância de comunicar o pacote com clareza e reduzir barreiras de uso. Para quem recebe, o valor fica mais concreto quando é fácil entender o que está disponível, quanto custa e como acessar. Antes de ampliar a lista de benefícios, vale perguntar: as pessoas conhecem o que recebem? Conseguem usar? A oferta acompanha suas necessidades? Essas respostas ajudam o RH a transformar investimento em acesso e valor percebido. Para o Blza, essa discussão parte de uma convicção: cuidar de si é um direito. Não um privilégio.
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Fonte: Robert Half, Pesquisa de Benefícios 2026, 7ª edição. Pesquisa online realizada em março de 2026, com 908 participantes. A comparação entre benefícios recebidos e considerados mais importantes utiliza uma base de 752 profissionais empregados.
